terça-feira, 4 de agosto de 2009

Ser nerd

Nerd não tem amante... usa target=_blank
Nerd não caga... desfragmenta arquivos
Nerd não tira onda... comete cyberbulling
Nerd não se apaixona... verifica compatibilidade

Nerd não viaja no tempo... restaura o sistema
Nerd não se arrepende... usa Ctrl+Z
Nerd não tem passado podre... tem cookies
Nerd não é alternativo... opera com Linux

Nerd não tem dupla personalidade... fraciona o HD
Nerd não fica chapado... usa realidade aumentada
Nerd não faz gol... joga na rede
Nerd não xaveca... pergunta se tem cam

Nerd não é censurado... é barrado na moderação
Nerd não troca figurinhas... sincroniza a biblioteca
Nerd não toma viagra... faz overclock
Nerd não é poeta...

sábado, 23 de maio de 2009

Querido U

Nunca fui muito fã desse negócio de reforma ortográfica, mas dela surgiu um dos melhores textos que eu vi no ano. Logo eu, que também nunca fui lá muito fã de cartas, me encatei por essa:



Querido U,

Até que enfim consigo te escrever, meu amigo. Demorou porque optei pelo recurso da tradicional e antiqüíssima carta.

Não estava disposto a enfrentar a censura dos corretores ortográficos dos e-mails. Queria sentir mais uma vez o gostinho de me expressar em bom português. Pois aqui estou. E creio que o primeiro a ser dito, daqui da Alemanha, é sobre a vergonha que sinto quando penso no passado.

Calma, amigo U. Passado recente. Não os mais de cinqüenta anos vividos no Brasil. Não seria inconseqüente assim. Refiro-me ao tanto que tremia ao pensar no meu futuro pós-ditadutra. Lembras de como eu mirava com obliqüidade para o amanhã? Lembras, eu dizia que, depois da ditadura ortográfica, só me restaria me associar ao Ponto-final e tentar vaga de reticência.

Cogitei também me virar, tentar ser dois-pontos ou até, no auge da intranqüilidade, emoticon! Vergonhoso. Mas vocês me apoiaram, argüiram que o horizonte era bem melhor. Recordo-me, lá na festa de despedida organizada por ti, U. Todos me incentivando.

O Til, naquele humor típico de tiozão, a dizer “Mas os caras amam lingüiça, lá tu vai cair no gosto deles!” E não é que estavam mesmo todos certos? Tranqüilize todos! Até mesmo a boa e velha Exclamação, por favor, tranqüilize-a. Conte aí que, desde que desci sobre Düsseldorf, meu camarada, me sinto recebido de dicionários, ou melhor, wörterbuch abertos.

Nenhum problema com imigração, xenofobia, preconceito, o que for. Os alemães me a-do-ram. Sinto na atmosphäre do país que todos me querem. Fazem questão da minha presença. Não há fräulein que saia de casa sem mim. Tem apfelstrüdel pra lá, küchen pra cá, chopp e prösit a toda hora, só vendo, U. Claro, não vou negar o passado.

Minha insistência em permanecer no Brasil, apesar dos medos e inseguranças que a população tinha ao meu respeito. Sim, amava viver por aí. Mas me comove ver aqui crianças que me adotam desde pequeninas. Sabe quando você vê uma criancinha brincando com um cachorro grandão, de botar medo em muito barbado? Esse são os alemãezinhos, U!

Mal aprendem a escrever, já me botam nos cadernos. Aqui não sou bicho papão. Confesso até às vezes estranhar essa minha ubiqüidade! Esse estar por todos os lados. Nunca trabalhei tanto na vida, nunca fui tão lembrado, rapaz. Os alemães não se dirigem a um outro europäer sem me levar junto.

Estou muito fröhlich – que, se você não sabe, é como eles falam alegre. Isso é que é primeiro mundo, meu velho. Tenho pensado até em escrever para a Crase e o Ponto-e-vírgula. Sei dos seus medos de serem exilados como eu em uma nova “reforma” aí no Brasil. Pois não esperem, venham logo tentar a vida por esses lados na Europa (dizem que a França tem muito mercado para a Crase, sabia?).

Escreverei com certeza.

Não mentirei nem a eles, nem a você, meu amigo, que a saudade, em certas horas, bate forte. Mas aí lembro do tratamento digno de um eqüino que me dispensaram aí, reparo na recepção dispensada a mim por aqui, e eis que digo: estou e sou feliz. Precisa ver o suporte que me deram. Diversas letras me levando nas costas para cima e para baixo, como só tu fazias por mim. Tratamento top. Ou melhor, über!

Veja nas fotos, já me levaram para München, Lübeck, Münster e tantos outros lugares. Até para Dänemark já me carregaram. Te mete! Para quem não tinha acesso a uma capital do Brasil, hein? Me sinto quase uma autorität por essas terras. Mas, por favor, não pense que me esqueço de tudo o que vivemos. Nunca cometeria esta iniqüidade!

Como esquecer da despedida que vocês prepararam? Que festa! A e Agá juntos botando som? Depois o I mais o E, mais o Agudo. Aí foi a vez do Ó junto com o Agá! Que belos DJs! Até tu, junto com o incansável Agá, botaste a turma a fazer Uhu! Inesquecível, amigo. Teve até aquele momento em que os irmãos Parênteses pediram uma pausa para o discurso ensaiado com o Travessão! Se não estivesse apoiado em ti, juro que eu teria caído antes da hora.

Saudade, se houvesse em alemão, certamente eu ajudaria a escrever.

E até por isso comemoro tanta agitação, tanto convite nos lados de cá. Assim fico ativo, me sinto vivo, não fico a recordar e toco o barco, vou em frente por que atrás vem gente. Por falar nisso, muita gente. Inclusive, tenho que me despedir para ir até a universität (sim, amigo, aqui a academia faz questão da minha presença).

Aguardo notícias tuas.

E avise aí. O Trema não caiu!

Auf wiedersehen

Saudade, küssen e abraços do seu, acima de tudo, amigo.

Trema

domingo, 25 de janeiro de 2009

Campus Party - "Nerdstock" ou "Notícias Populares" colaborativo?

Chegamos ao último dia da Campus Party Brasil 2009 e hoje percebo como o evento conseguiu ser aquém das minhas expectativas. Culpa da organização, mas culpa maior ainda dos campuseiros. Explico: esperava encontrar na Campus Party as melhores cabeças pensantes da cidade. Ledo engano. Coube que quase exclusivamente aos palestrantes cumprir tal papel.

Aos campuseiros coube a cobertura paralela mais fútil possível. No debate sobre o uso das mídias sociais na publicidade, o @Neto disse "A partir do momento em que você estabelece um canal de comunicação, você permite que o cliente fale mal do seu produto". E os nerds levaram a premissa ao pé da letra. Comentar sobre as palestras? Compartilhar experiências dos debates e oficinas? Nem pensar! No livestream do evento, pouco se aproveitou. Foi um festival de boatos e fofocas sobre o barraco nas barracas; briga para ver quem balança o c*; e quem ia ser a gatinha geek do ano. Não contentes, reclamaram. E como reclamaram. Reclamaram com razão da acústica, do calor, do frio, da fila para comer, da música, e tanto reclamaram das malditas lombadas azuis que uma moça quebrou a perna tropeçando em uma delas.

Mas nada superou o caso da coelhinha da Playboy. Assumo aqui também meu papel de replicador de boatos e comento o ocorrido. Comentários pertinentes sobre as palestras que eu fui virão em posts futuros. Concordo plenamente com o Fabio Rex (autor da ilustração do post). Também sou completamente contra usar garotas com pouca roupa para promover o seu produto. Mas já que a Playboy vende mesmo é mulher gostosa, que joguemos o jogo deles. Perdeu, Playboy!

Aconteceu que, como andam dizendo por aí, um tal de @LewisIceman (que nem no twitter está mais), por conta de uma aposta com outro nerd, apertou o bumbum da moça. A coitada até chorou. Uma pena, logo a mais bonita. Aposta ou não, o sujeito cagou errou. “Eu fiz o que todos no evento queriam fazer, mas não tinham coragem”, contou vantagem. Uma coisa é ter vontade, outra coisa é faltar com o respeito. Se muitos ali no evento tinham vontade de fazer o que o tal sujeito fez, aposto que a maioria deles preferia que elas permanecessem ali, e não se retirassem. Feia ou bonita, é muito feio fazer uma mulher chorar.

Engraçada foi e inversão de papéis. Errado por errado, o tal @LewisIceman teve a coragem - mesmo que por pouco tempo - de sustentar sua opinião. Já os outros campuseiros que, até o ocorrido, viam a coelhinha ruiva com desdém, um objeto, uma boneca sem-vergonha. Foi só acontecer o que aconteceu para arranjarem outro Judas e ela virar a vítima. Vítima ela é. E muito! Errado o cara está. E muito mais! Ela, que até então era só a coelhinha ruiva, virou a Ana Lúcia Fernandes, pessoa física, gente como a gente, que chora e faz cocô. E como ficam todos os julgamentos que faziam da moça até quinta-feira (22)? É a moral provisória sobre a qual Caio Túlio Costa discorria em sua palestra vazia, enquanto milhares de outros @LewisIceman gritavam em megafones. Na #cparty, não importa o que você diga, aparece quem fala mais alto.


Aninha, bjo-me-liga!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

O Curioso Caso de Benjamin Button

"A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás, (...) mas só poder ser vivida olhando-se para frente"

Há algum tempo, o hypado diretor David Fincher disse: "Eu vivo tentando sair de baixo de minha própria sombra. Eu não quero fazer a mesma porcaria de novo e de novo". E em "O Curioso Caso de Benjamin Button" o fez de maneira surpreendente, conseguiu se reinventar partindo de uma fórmula já conhecida.

Seja na fotografia, na trilha sonora, no elenco ou no roteiro, Fincher sempre procurou se cercar de bons profissionais. No longa em questão não foi diferente. Repete "Se7en" e "Clube da Luta" ao retomar a bem-sucedida parceria com Brad Pitt. Todavia, contrariando seu breve porém aclamado currículo, Fincher finalmente tem a oportunidade de mostrar o seu lado sensível.

[... continue lendo]

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

As 10 piores coisas de hotel fazenda

1 - Ser na fazenda;
2 - Ser na fazenda;
3 - O cheiro do quarto que você dorme é o mesmo do quarto em que os cavalos dormem;
4 - Comida regulada: para comer mal, eu fico em casa;
5 - Monitora de recreação do tipo "uhuuuuu": se eu tenho mais de dez ano e me recusei a participar de alguma atividade, eu não vou participar de mais nenhuma;
6 - Falta iluminação: não basta ter que andar no mato, temos que andar no escuro;
7 - Animais: gosto deles no zoológico;
8 - Dono do hotel amigão que, de cinco em cinco minutos, pergunta se está tudo bem: se pergunta tanto, alguma coisa de errado tem aí;
9 - Horários regulados das refeições: quem toma café antes da 9h da manhã? É um hotel ou uma casa de repouso?;
10 - Ser na fazenda.

Assinado: Chato & Amargo

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Sete Vidas

“Em 7 dias, Deus criou o mundo. Em 7 segundos, eu destruí o meu.” - Ben Thomas

Aos 40 anos, Will Smith é um daqueles atores capazes de levar nas costas qualquer tipo de filme, talento que garante sucesso de público para qualquer produção que tenha seu rosto estampado nos cartazes. E Will não o faz por menos, desde "Homens de Preto", vem fazendo, pelo menos, um filme por ano. Polivalente, o rapper ainda tem na agenda produções confirmadas até o fim de 2010.

Em "Sete Vidas"(Seven Pounds), Will Smith retoma a parceria com Gabriele Muccino, diretor do aclamado "À Procura da Feleicidade"...

[... continue lendo]

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Feliz Natal

boneco de neve
http://www.flickr.com/photos/flavinho/3116821753/

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Red Bull cagando para o "politicamente correto"

A Red Bull realmente não liga para essa moda de "politicamente correto" - e não tem que ligar mesmo. Em janeiro de 2007, a marca promoveu uma ação de emboscada em um momento no mínimo delicado. Foram colocadas promotoras para distribuírem latas da bebida na Rua Capri, nas proximidades da cratera de umas estações da Linha 4 do metro, onde ainda eram realizadas as buscas por vítimas da tragédia.

De acordo com o porta-voz da marca, o trabalho é “focado em procurar caminhoneiros, esportistas e outras pessoas em situação de cansaço físico e mental”, sendo, neste caso, uma ajuda aos trabalhos e policiais envolvidos nas buscas. “E todo mundo começou a pedir. De forma alguma tinha a intenção de divulgar a marca”, continuou.

Em Veneza, e não em Blumenau

Na semana passada, aproveitando o alagamento em Veneza, a ação de guerrilha da vez colocou um atleta patrocinado pela marca para andar de wakeboarding pelas vias alagadas da cidade.


Para ver o vídeo promocional da ação, clique aqui.

Aí eu pergunto: por que só em Veneza e não em Blumenau? Se essa realmente é a estratégia de posicionamento da marca, não vejo nada de aproveitador em colocar uns atletas brasileiros patrocinados para praticarem wakeboarding nas vias alagadas, divulgarem a marca e, de quebra, ajudarem nas distribuição de donativos, inclusive latas de Red Bull. Esse negócio de "politicamente correto" acabou com a criatividade na publicidade.

De qualquer forma, parabéns Red Bull. To contigo e não abro!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Violino e Hip Hop



São 6 minutos muito bons, mas preste atenção aos 4:15.

domingo, 26 de outubro de 2008

The Broadcast Ad Model Is Broken. Now What?

Juro que não gosto de fazer isso, mas, na falta de tempo, reproduzo na íntegra mesmo.

Networks Race to Create Their Own Methods for Measuring Audiences

NEW YORK (AdAge.com) -- If today's TV buying is the model for the future, advertisers are in trouble.

Virtually all parties involved -- marketers, media buyers and the media themselves -- agree that in a video-on-demand world in which consumers control what they watch and when, the current broadcast advertising model is broken, or at the very least inadequate. 1


What they don't yet agree on is the solution, leading to mass confusion as networks scramble to create their own measurements in a race to develop a standard for counting those precious eyeballs. The trouble is, they should be working together, not apart.

"We're in the primordial soup," said Alan Wurtzel, president-research and media development at NBC Universal.

At present, TV advertisers are willing to pay for three days' worth of viewers who see commercials in different programs, but both buyers and sellers acknowledge that this standard has to develop further and could even change radically over time. "Not everything that is counted counts, and not everything that counts can be counted," said Jim Kite, president-connections, research and analytics at Publicis Groupe's MediaVest.

Already there is some sense of battle lines being drawn. Broadcast networks want to maintain their position as mass-audience delivery vehicles, especially since "scatter" ad pricing is weak and their traditional TV ratings continue to show signs of erosion. As of Oct. 15, the four biggest broadcast networks showed declines in live and same-day audiences between the ages of 18 and 49, according to Wachovia broadcasting analyst Marci Ryvicker, with Fox falling 1%, CBS 8%, ABC 14% and NBC 15%.

Longer window
Just last week, Walt Disney Co.'s ABC crowed about how well its shows did when using relatively new "commercial ratings" and recently made the case for including viewers who play back recorded programs within a week after they air. "More viewers are watching shows on their own timetables, which may not be reflected in the overnight next-day numbers. The only truly valid year-to-year comparison would be one based on the live-plus-seven-day metric, once those stats are released by Nielsen," the network said in a statement.

NBC Universal, meanwhile, has touted what it calls its Total Audience Measurement Index, which is a measure of viewers across multiple venues, including network and cable TV, online, video on demand, and mobile. For example, the Oct. 6 episode of "Chuck" had about 9.04 million viewers, according to NBC, and an additional 1.06 million who watched it online. "There are people who believe what we have now is going to be a measurement for the next couple of years, and there are other people who are pushing for greater levels of accountability," said Marc Goldstein, president-CEO of WPP Group's Group M.

The key is what those viewers do once they see a marketer's ads. "Anyone can add up every time a screen is on and do a little head count of how many people are around, but that doesn't constitute a viewer, and it certainly doesn't constitute a viewer who can then be measured to see if their viewing behavior correlates to sales," Mr. Kite said.

Here, Ad Age examines some of the hot topics that have already begun to emerge as the debate continues:


Should advertisers be able to pay different prices for different kinds of viewing audiences?

It's a viable question, particularly as digital technology allows some audiences to be measured more precisely than the group flocking to the living-room screen, said Mike Bloxham, director-insight and research at Ball State University's Center for Media Design. The problem is that the industry lacks the technology to measure such things precisely. Did the guy who watched a show on iTunes also watch it on TV, or are the two viewers unduplicated? Can the networks get good prices for online viewers that would help them offset the revenue they are bound to lose by separating those people from valuable couch potatoes?
Alan Wurtzel, president-research and media development at NBC Universal
Alan Wurtzel, president-research and media development at NBC Universal


"They are a very long way behind in terms of getting to that level of certainty, although the market is changing," Mr. Bloxham said. "The instinct, particularly in times of economic uncertainty, of course, is to hold on to what you know and what you feel you have more control over."

One idea that could save the day, Mr. Wurtzel said, is measuring viewer behavior over a long period of time. By monitoring viewers with hand-held devices that track their consumption of content, buyers and sellers might have a more reliable picture of how and when ad messages make an impression.


How meaningful are audiences who watch shows days, even weeks, after they originally air?

The verdict on this one came when buyers and sellers agreed to pay for three days' worth of audiences who didn't skip ads when playing back shows on DVRs. For advertisers who have time-sensitive messages about movie openings or big sales, week-old viewers are about as attractive as week-old bread. "It is the best measurement for a lot of our clients, and look, there are still some clients that still want live only," said Group M's Mr. Goldstein. "We're comfortable with where we are, and where we've gotten, and I think we'll be there for a while."

TV networks maintain that the overall audience is important, particularly as DVR penetration continues -- and attracts the valuable 18-to-49 demographic. "You can't evaluate a performance of a TV program today without taking into account live-plus-seven ratings," said NBC Universal's Mr. Wurtzel.


How much of TV watching will become "on demand," prompting networks to charge premiums for programs that are watched live?

For as much attention as it has gotten, DVR viewing is likely to be part of a larger parcel of on-demand viewing conducted through computer screens and downloads to portable devices. As with online video, the likelihood of jamming dozens of ads into the mix is less likely than with a traditional TV broadcast. "I think what you'll see is an incredible proportion of an audience choosing not to be bound by the [networks' day and date] schedule. You're going to see an amplification of the behavior that we most typically associate with the DVR," Mr. Bloxham said.

While this development probably won't happen soon, he said, it is likely to further emphasize the difference between content that large groups of people watch together as it airs -- most likely news and sports -- and entertainment that can be stored and digested as people see fit. Tracking audience behavior will become more complex, as will figuring out how networks ought to promote programs to reach their maximum audiences.


Can interactive TV save the day?

Media executives have been saying for years that lending the TV screen the same "click and response" qualities that are so much a part of the web and mobile devices will result in making TV more targeted. And cable and satellite providers seem to be doing more now to make this possible than ever before, with cable-industry consortium Canoe Ventures unveiling several developments in recent weeks.

One school of thought holds that networks will be able to charge a premium when they can direct specific ads to specific groups. Imagine the power Fox, ABC and the rest would have if they could still attract mass audiences but also find a way to use interactive applications to mine that crowd for demographic niches and deliver appropriate ads to each of those groups.

The problem: Other media also mine niches, said MediaVest's Mr. Kite, and word-of-mouth efforts and in-store TV can be purchased for a good value. When it comes to interactive TV, he cautioned, it just might be "too expensive to make it worthwhile."

  ©Template by Dicas Blogger.

TOPO